Como utilizar a Internet na educação
Texto de José Manuel Moran
A internet é o meio de comunicação que mais tem crescido nos últimos tempos. Sua capacidade e velocidade de difusão de informações é considerável e cada vez mais tem chamado a atenção para quem manipula as informações. Isso dá a a população uma liberdade a muito tempo esperada, a de expressão e de compartilhamento de informações. Cada vez mais a população tem acesso a informações que são do próprio Estado,podendo até acompanhar o processo todo em que vive o país e que antes não havia meios de saber.
Aumenta o número de pessoas ou grupos que criam na Internet suas próprias revistas, emissoras de rádio ou de televisão, sem pedir licença ao Estado ou ter vínculo com setores econômicos tradicionais.
A Internet também está explodindo na educação. Universidades e escolas colocam páginas padronizadas, previsíveis, em que mostram a sua filosofia, as atividades administrativas e pedagógicas. A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. Acessando-as tanto em tempo real como assincronicamente, isto é, no horário favorável a cada indivíduo, e também pela facilidade de pôr em contato educadores e educandos.
O artigo 80 da Nova LDB/96 incentiva todas as modalidades de ensino à distância e continuada, em todos os níveis.Há uma clara aproximação da televisão, do computador e da Internet. O Netputer, a WEBTV, a tela em que trabalhamos e vemos televisão aproxima áreas tecnológicas que até agora estavam separadas. A chegada da Internet à TV a cabo sem dúvida é um marco decisivo para visualizar imagens em movimento e sons, integrando o audiovisual, a hipermídia, o texto "linkado" e a narrativa do cinema e da TV. A Internet, ao tornar-se mais e mais hipermídia, começa a ser um meio privilegiado de comunicação de professores e alunos, já que permite juntar a escrita, a fala e proximamente a imagem a um custo barato, com rapidez, flexibilidade e interação até há pouco tempo impossíveis.
Existem projetos quesaõ utilizados na educação e que funcionam da seguinte forma: projetos são coordenados por professores-pesquisadores, com bolsas de estudo. Começam com encontros presenciais para dominar as ferramentas das redes, os conceitos fundamentais e as etapas do projeto. Com os mesmos aumentam a motivação dos alunos, o interesse pela pesquisa e por participar em grupos.
Os alunos desenvolvem contatos pessoais e amizades por meio da rede.
Cada aluno escolhe um assunto específico dentro da matéria, vai pesquisando-o na Internet e na biblioteca; ao mesmo tempo, pesquisamos também temas básicos do curso; o aluno apresenta os resultados da sua pesquisa específica na classe e depois pode divulgá-los, se quiser, através da Internet. O fato de ver o seu nome na Internet e a possibilidade de divulgar os seus trabalhos e pesquisas exerce forte motivação nos alunos, estimula-os a participar mais em todas as atividades do curso. Enquanto preparam os trabalhos pessoais, vou desenvolvendo com eles algumas atividades. Começamos com uma aula introdutória para os que não estão familiarizados com a Internet. Nela, aprendemos a conhecer e a usar as principais ferramentas. Fazemos pesquisa livre, em vários programas de busca. Cadastramos cada aluno para que tenha o seu e-mail pessoal (na própria universidade ou em sites que oferecem endereços eletrônicos gratuitamente). Na aula seguinte, esse material é trocado, discutido, junto com outros textos trazidos pelo professor que são retirados de revistas, livros e da própria Internet.
O professor complementa, questiona, relaciona essas apresentações com a matéria como um todo.
Ensinar utilizando a Internet exige uma forte dose de atenção do professor. Os alunos tendem a dispersar-se diante de tantas conexões possíveis, de endereços dentro de outros endereços, de imagens e textos que se sucedem ininterruptamente. Tendem a acumular muitos textos, lugares, idéias, que ficam gravados, impressos, anotados. Colocam os dados em seqüência mais do que em confronto. Copiam os endereços, os artigos uns ao lado dos outros, sem a devida triagem. Creio que isso se deve a uma primeira etapa de deslumbramento diante de tantas possibilidades que a Internet oferece. É mais atraente navegar, descobrir coisas novas do que analisá-las, compará-las, separando o que é essencial do acidental, hierarquizando idéias, assinalando coincidências e divergências.
Ensinar utilizando a Internet pressupõe uma atitude do professor diferente da convencional. O professor não é o "informador", o que centraliza a informação. A informação está em inúmeros bancos de dados, em revistas, livros, textos, endereços de todo o mundo. O professor é o coordenador do processo, o responsável na sala de aula. Sua primeira tarefa é sensibilizar os alunos, motivá-los para a importância da matéria, mostrando entusiasmo, ligação da matéria com os interesses dos alunos, com a totalidade da habilitação escolhida.
A chave do sucesso está em integrar a Internet com as outras tecnologias - vídeo, televisão, jornal, computador. Integrar o mais avançado com as técnicas já conhecidas, dentro de uma visão pedagógica nova, criativa, aberta.
Aumenta o número de pessoas ou grupos que criam na Internet suas próprias revistas, emissoras de rádio ou de televisão, sem pedir licença ao Estado ou ter vínculo com setores econômicos tradicionais.
A Internet também está explodindo na educação. Universidades e escolas colocam páginas padronizadas, previsíveis, em que mostram a sua filosofia, as atividades administrativas e pedagógicas. A educação presencial pode modificar-se significativamente com as redes eletrônicas. as pessoas se intercomunicam, trocam informações, dados, pesquisas. Acessando-as tanto em tempo real como assincronicamente, isto é, no horário favorável a cada indivíduo, e também pela facilidade de pôr em contato educadores e educandos.
O artigo 80 da Nova LDB/96 incentiva todas as modalidades de ensino à distância e continuada, em todos os níveis.Há uma clara aproximação da televisão, do computador e da Internet. O Netputer, a WEBTV, a tela em que trabalhamos e vemos televisão aproxima áreas tecnológicas que até agora estavam separadas. A chegada da Internet à TV a cabo sem dúvida é um marco decisivo para visualizar imagens em movimento e sons, integrando o audiovisual, a hipermídia, o texto "linkado" e a narrativa do cinema e da TV. A Internet, ao tornar-se mais e mais hipermídia, começa a ser um meio privilegiado de comunicação de professores e alunos, já que permite juntar a escrita, a fala e proximamente a imagem a um custo barato, com rapidez, flexibilidade e interação até há pouco tempo impossíveis.
Existem projetos quesaõ utilizados na educação e que funcionam da seguinte forma: projetos são coordenados por professores-pesquisadores, com bolsas de estudo. Começam com encontros presenciais para dominar as ferramentas das redes, os conceitos fundamentais e as etapas do projeto. Com os mesmos aumentam a motivação dos alunos, o interesse pela pesquisa e por participar em grupos.
Os alunos desenvolvem contatos pessoais e amizades por meio da rede.
Cada aluno escolhe um assunto específico dentro da matéria, vai pesquisando-o na Internet e na biblioteca; ao mesmo tempo, pesquisamos também temas básicos do curso; o aluno apresenta os resultados da sua pesquisa específica na classe e depois pode divulgá-los, se quiser, através da Internet. O fato de ver o seu nome na Internet e a possibilidade de divulgar os seus trabalhos e pesquisas exerce forte motivação nos alunos, estimula-os a participar mais em todas as atividades do curso. Enquanto preparam os trabalhos pessoais, vou desenvolvendo com eles algumas atividades. Começamos com uma aula introdutória para os que não estão familiarizados com a Internet. Nela, aprendemos a conhecer e a usar as principais ferramentas. Fazemos pesquisa livre, em vários programas de busca. Cadastramos cada aluno para que tenha o seu e-mail pessoal (na própria universidade ou em sites que oferecem endereços eletrônicos gratuitamente). Na aula seguinte, esse material é trocado, discutido, junto com outros textos trazidos pelo professor que são retirados de revistas, livros e da própria Internet.
O professor complementa, questiona, relaciona essas apresentações com a matéria como um todo.
Ensinar utilizando a Internet exige uma forte dose de atenção do professor. Os alunos tendem a dispersar-se diante de tantas conexões possíveis, de endereços dentro de outros endereços, de imagens e textos que se sucedem ininterruptamente. Tendem a acumular muitos textos, lugares, idéias, que ficam gravados, impressos, anotados. Colocam os dados em seqüência mais do que em confronto. Copiam os endereços, os artigos uns ao lado dos outros, sem a devida triagem. Creio que isso se deve a uma primeira etapa de deslumbramento diante de tantas possibilidades que a Internet oferece. É mais atraente navegar, descobrir coisas novas do que analisá-las, compará-las, separando o que é essencial do acidental, hierarquizando idéias, assinalando coincidências e divergências.
Ensinar utilizando a Internet pressupõe uma atitude do professor diferente da convencional. O professor não é o "informador", o que centraliza a informação. A informação está em inúmeros bancos de dados, em revistas, livros, textos, endereços de todo o mundo. O professor é o coordenador do processo, o responsável na sala de aula. Sua primeira tarefa é sensibilizar os alunos, motivá-los para a importância da matéria, mostrando entusiasmo, ligação da matéria com os interesses dos alunos, com a totalidade da habilitação escolhida.
A chave do sucesso está em integrar a Internet com as outras tecnologias - vídeo, televisão, jornal, computador. Integrar o mais avançado com as técnicas já conhecidas, dentro de uma visão pedagógica nova, criativa, aberta.
Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-19651997000200006&lng=pt&nrm=iso

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